Reiki – Passe – Cura Prânica – Johrei e Arte MAHIKARI

Análise comparativa entre as diversas técnicas

Entre Dois Mundos. Muita gente não sabe, mas as técnicas de cura via passe utilizadas no kardecismo têm alguns pontos em comum com outros tipos de cura de origem oriental, que fazem uma convergência entre dois mundos: Ocidente e Oriente. Na base de todas as curas orientais, estão as ciências esotéricas e antigas escrituras em sânscrito encontradas na Índia, China, Japão e Tibete, que remontam a mais de cinco mil anos. O fluido universal é o mesmo.

São conhecidas no Brasil como “terapias alternativas”. O National Institute of Health, entidade ligada ao governo americano, faz importante distinção entre terapias alternativas e terapias complementares. Lá, o termo “alternativo” é dado aos tratamentos que, supostamente, substituiriam o tratamento médico, o que representa um risco. Já a terapia dita “complementar” é aquela que anda paralelamente ao caminho médico convencional. É vista como salutar na prevenção, na recuperação ou na melhoria das condições de vida dos doentes. O uso corrente do termo “alternativo” como vem sendo feito no Brasil seria, portanto, inadequado. Entre as práticas complementares indicadas por aquele instituto estariam o reiki, a cura prânica e o johrei, que também se valem do uso e manipulação do chamado “fluido vital” ou “campo magnético” citado pelo autor espírita Salvador Gentile no livro Passe Magnético – Fundamentos e Aplicação.

E as semelhanças de conceito não param por aí. Assim como na cura prânica, os passes espíritas atuam sobre os chamados “centros de força”, conhecidos na literatura hindu como chacras, localizados no períspirito. No livro Entre a Terra e o Céu, o autor André Luiz sublinha a importância desses centros de força, que são como usinas de recepção e armazenamento de energia espiritual, ligados ao corpo físico por terminações nervosas denominadas plexos.

E explica: “(…) Vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estes centros estabelecem para nosso uso um veículo de células elétricas, que podemos definir como um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado”.

Na mesma obra, André Luiz exemplifica o chacra coronário, situado no alto da cabeça, que “na Terra é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão de seu alto poder de radiações”.

O médico psicoterapeuta e curador prânico, Maurício Angelicola, não se surpreende. E vai além: o mestre Choa Kok Sui, que codificou e sintetizou a cura prânica trazendo-a para o Ocidente em 1987, recomenda a leitura de Allan Kardec como fonte segura de reforma íntima e elevação espiritual. A principal diferença, no entanto, é que a cura prânica não utiliza a energia de entidades superiores desencarnadas. Ela apenas os invoca para proteção do ambiente.

“É inadmissível que um curador prânico não se preocupe com sua própria elevação moral e espiritual, a reforma íntima, essencial também no Espiritismo”, alerta o dr. Maurício, que já deu cursos sobre a técnica para alguns grupos espíritas.

“Posso dizer que eles são um segmento que têm muito preparo, têm embasamento teórico e ético”. Outro ponto em comum com o kardecismo é que a cura prânica leva em conta o carma.

Em alguns casos, a cura total não é permitida pelo plano espiritual, pois faz parte da evolução do espírito. No entanto, é possível minimizar o sofrimento do doente.

“Lidei com alguns doentes de câncer que não puderam se curar, mas através da cura prânica não sofreram os efeitos colaterais da quimioterapia. Mesmo não tendo esperança de sobreviver fisicamente, tiveram uma melhora em sua qualidade de vida”, explica.

Para William Jones, com exceção de casos raros, é impossível curar doenças do carma, pois isto iria contra as Leis Divinas. “Isso tiraria a prova pela qual aquele espírito tem que passar e atrasaria sua expiação. O perispírito, que sobrevive à morte física, é como uma fita magnética em que estão gravados todos os registros das encarnações anteriores. Se um indivíduo fumou demais numa encarnação, pode reencarnar com problemas como bronquite asmática. Isso é, então, uma conseqüência de seus atos anteriores. É uma prova que lhe vai trazer aprendizado. Para isso não há cura, mas pode ser amenizado através do tratamento espiritual, se houver merecimento”, ensina.

Segundo o dr. Maurício Angelicola, são onze os chacras mais importantes. Eles necessitam de limpeza, energização, e são centros de força que contêm pétalas, raízes, ramificações, teias de proteção, formatação, velocidade, coloração e possibilidade de apresentar excesso ou falta de energia. O fluido é chamado de prana, e a técnica consiste em fracionar ou manipular esse fluido universal em matizes específicos, pois cada um dos chacras tem conexão com as glândulas endócrinas e com os sistemas nervoso, circulatório, respiratório, digestivo, etc. Para Angelicola, tal preocupação com a limpeza e o detalhamento das características energéticas de cada chacra, fazem da cura prânica uma das técnicas mais seguras como tratamento coadjuvante à medicina. À semelhança dos médiuns preparados no kardecismo em instituições idôneas, os curadores prânicos têm de ser saudáveis, não-promíscuos, éticos e devem se abster de vícios como o álcool e o fumo. E são, obrigatoriamente, vegetarianos.

Reiki e Johrei
A preocupação em relação aos hábitos perniciosos e a não-utilização de seres desencarnados nas emissões de fluidos também são a tônica entre os canalizadores de outro tipo de cura com as mãos, o reiki. Segundo Gilberto Falchi, mestre reiki do Tradicional Sistema Usui, e membro da Reiki Alliance, a utilização desse método remove pouco a pouco a vontade de consumir carne vermelha, álcool e outros elementos considerados tóxicos pela maioria das filosofias espiritualistas.

“Reiki é transformação, vai na causa, eleva a energia, muda valores”, diz ele. Atua no nível celular, metabólico e imunológico, despertando um processo de autocura. Também leva em conta as doenças cármicas. Na gravidez, acalma mãe e bebê. Enquanto na cura prânica as aplicações de energia universal são feitas nos chacras e, como nos passes, sem tocar o paciente, o reiki age tocando os seguintes pontos: olhos, têmporas, atrás da cabeça, alto da nuca e peito; altura do estômago, umbigo, abaixo deste, virilha; nas costas, escápula, pulmão, rins e região glútea.

São cinco minutos em cada ponto, num total de uma hora (escola tradicional). Diferentemente do passe espírita, que indica uma sessão por semana, o reiki age em terapias compostas por, no mínimo, quatro sessões seguidas, e pode ser aplicado em qualquer lugar por um canalizador. Eis uma diferença crucial também: o passe espírita só deve ser utilizado dentro da instituição espírita, por questão de segurança. De acordo com Falchi, como a energia cósmica do reiki é pura, ela por si só já higieniza o ambiente e o aplicador. E só flui através de canalizadores que têm o amor e a ética como princípios de conduta.

“Por ser uma energia divina, ela não vai se chocar com nenhuma religião, crença ou técnicas. Pelo contrário, conheço espíritas que acreditam que o passe espírita conjugado a uma terapia reiki acelera a resposta do organismo. O reiki aumenta a imunidade natural”.

A psicóloga e terapeuta reiki, Valéria Silva de Morais, concorda. Valéria trabalhou durante um ano no Projeto Esperança, dirigido pela Rai Association, com sede na Suíça. O projeto atua na Igreja Santa Edwiges, atendendo moradores da favela Heliópolis, de São Paulo, portadores do vírus HIV.

“Percebemos que durante o primeiro ano em que receberam reiki, a carga viral dos aidéticos diminuiu, aumentando a imunidade, com diminuição drástica de doenças oportunistas. Acredito muito no reiki como uma ferramenta de prevenção”. Para ser um canalizador de reiki é preciso fazer cursos de iniciação. Gilberto Falchi recomenda o sistema original, clássico, que exige quatro iniciações. E conclui: “Ninguém cura ninguém. O canalizador de reiki é portador de uma ferramenta e a disponibiliza para as pessoas”.

Canalizar a energia vital do universo através das mãos também é o princípio de outra técnica, o Johrei. Ao contrário do reiki e da cura prânica, carrega em sim um conceito religioso, “que tem no espiritualismo e no altruísmo as bases essenciais para a concretização de um mundo ideal”.

Seu codificador, Mokiti Okada, fundou a Igreja Messiânica Mundial em 1935, no Japão. No Brasil, a Igreja Messiânica chegou em 1955. Objeto de pesquisas na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, a terapia Johrei demonstrou ser capaz de revitalizar as células NK, responsáveis pela defesa do corpo humano. Após uma oração inicial, em que se coloca como instrumento divino, o ministrante, como é chamado o canalizador, aplica a energia em sessão que dura de dez a trinta minutos. Ambos ficam sentados frente a frente.Não há toque: a distância entre o ministrante e o receptor é de trinta centímetros a um metro. Não é utilizada energia humana. Pode ser aplicada em qualquer lugar e também à distância. Para ser canalizador de Johrei é necessário um curso e a convicção de querer servir ao próximo. Após o curso, o ministrante recebe o ohikari, medalha que deve ser carregada até a altura do plexo solar, através do qual se canaliza a energia.

A Sutil Sukyo Mahikari
Ainda no rol das terapias orientais, a Arte Mahikari merece um capítulo à parte. Fundada no Japão em 1959, pelo mestre Kotama Okada, a Mahikari emprega a energia cósmica através das mãos, denominando-a “Luz da verdade”. Esta energia, também para eles, provém de Deus e é purificadora, capaz de eliminar as essências tóxicas espiritual, mental e física, permitindo a aquisição natural de saúde e prosperidade. Assim como no Johrei, os canalizadores, chamados kumitês, recebem, após um curso de iniciação que dura três dias, uma medalha. Neste caso, ela é denominada omitama, cujo símbolo estaria ligado diretamente a Deus através de ondas espirituais.

Irradiar a “luz espiritual” pela palma da mão é considerada uma arte, denominada Okyome. São vinte e sete pontos ao todo, mas no início são utilizados apenas alguns pontos principais, cuja energização dura cerca de quarenta minutos. Não há limite de sessões por semana, e embora não haja toques constantes, eles são breves e suaves. A energia atua sutil e gradualmente, auxiliando a elevação espiritual. Discrição também é característica dos dirigentes do belo templo situado na Vila Mariana, em São Paulo. Nenhum deles quis se pronunciar oficialmente à revista. “Não tente entender Deus. Sinta-o. Apenas vivenciando o Mahikari, você entende”, dizem.

O temor é o de uma massificação e desvirtuamento da técnica, atraindo equivocadamente pessoas não afinizadas com o movimento, atrás de milagres. Que, aliás, nenhuma das técnicas aqui abordadas promete. Embora não se defina como uma religião, a Sukyo Mahikari tem um altar para reverências e agradecimento a Deus. A constante exigência de curvar-se em reverência, dentro do templo, pode causar um certo estranhamento a um ocidental que chega pela primeira vez. Encontram-se pessoas de todas as raças e credos, tanto aplicando, quanto recebendo. É necessário tirar os sapatos antes de entrar e lavar as mãos em água purificada. Após pequena consulta onde são perguntados dados acerca do modo de vida (a religião não é questionada) e eventuais problemas, somos convidados a receber Okyome. Inicialmente sentados, frente a frente, depois de costas para o canalizador e, por fim, deitados de costas sobre um pequeno colchonete com travesseiro e lençol. Não há som no ambiente, que é espantosamente limpo, com predominância de tons arenosos. O silêncio só é cortado às vezes pelas orações em japonês. A sensação predominante é a de relaxamento e extrema paz interior. Convidada a acompanhar a reportagem, a médium kardecista de cura, Regina Fernandes, disse ter sentido profunda serenidade no ambiente, principalmente no corredor central. Ao receber a luz espiritual nas costas, onde tem problemas de origem ciática, descreveu: “Foi como se minha coluna estivesse dentro de um tubo de energia. Senti também muito amor e abnegação por parte dos aplicadores. Alguns deles me pareceram até familiares, espiritualmente falando”. Ao final, perguntada se voltaria de novo ao local, respondeu: “Sim, com certeza”.

Para Ieda Uehara, praticante de Arte Mahikari há dezesseis anos, o amor ao próximo é fundamental. “Oração envolve ação. É preciso traduzir gratidão e perdão em atitude”. Segundo acredita, ter saúde é uma conseqüência de ser feliz. “Querer ser feliz, é meio caminho da cura”.

O que se pode concluir de tudo isso? Que a cura está dentro de nós mesmos. Nenhuma das técnicas defendeu, em hipótese alguma, o abandono da medicina tradicional. Em todos os métodos abordados, destacam-se dois elementos principais: a fé de quem recebe, e o amor ao próximo de quem aplica.

Gilberto Marques, que se livrou do câncer na garganta, é taxativo: “O que me curou foi a minha fé”. Impressionado com o resultado em sua própria vida, Gilberto quis desenvolver mediunidade de cura. Para tanto, teve que abandonar o vício do fumo, premissa essencial para a formação de todo médium. “Minha própria doença não me fez parar de fumar. Mas a vontade de servir ao próximo, sim”.

Como Agem os Passes?

O perispírito possui centros de recepção de energia ligados ao corpo físico através dos plexos, que, por sua vez, são terminações nervosas ligadas aos diversos sistemas que fazem o organismo funcionar. Energias deletérias vindas do ambiente, de pessoas encarnadas ou desencarnadas ou do próprio corpo mental do indivíduo (pensamentos negativos), podem desequilibrar essas energias, trazendo doenças no plano mental ou físico. O passe pode reequilibrar esses centros de força através da aplicação de fluidos saudáveis. Alguns fatores parecem ser primordiais na eficácia do tratamento com passes: a fé, a busca pela elevação moral e o aspecto psicológico.

Para o psiquiatra Franklin Ribeiro, dirigente do Centro Espírita João Evangelista, no qual trabalha há dezenove anos, o relacionamento que se estabelece entre aquele que procura a casa espírita e os que o acolhem se assemelha ao relacionamento mãe-bebê.

Em Missionários da Luz, André Luiz recebe esclarecimentos que definem uma mulher doente que recebe o passe “como a criança frágil sequiosa do carinho materno”.

Também Herculano Pires, em Obsessão, Passe e Doutrinação, destaca: “O efeito psicológico resulta dos estímulos provocados no paciente por sua presença num ambiente de pessoas interessadas em ajudá-lo, o que lhe desperta sensação de segurança e confiança em si mesmo”.

O dr. Franklin completa: “A minha crença, a crença da pessoa de que aquilo vai funcionar, cria a ligação, e isso a ciência reconhece. Está criado o vínculo entre o passista e o receptor. E, a partir daí, estando a pessoa conectada a uma fonte adequada, a imposição de mãos vai determinar a passagem de energia”. Para ele, a fé é elemento primordial na cura, não importando a que religião pertença o indivíduo. O dr. Franklin Ribeiro é presidente do Comitê de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Espírito e Religião (NEPER), do Instituto de Psiquiatria da USP, que foi criado em 1998. Obstinado, o dr.Franklin Ribeiro informa que o preconceito da ciência em relação aos tratamentos espirituais está sendo vencido. O NEPER se reúne a cada quinze dias no Hospital das Clínicas, em São Paulo, apresentando estudos, teses e debatendo curas espirituais e fenômenos mediúnicos.

“O momento é propício para que haja essa aliança entre ciência e espiritualidade, porque nós estamos vivendo uma época em que o materialismo precisa de um contraponto, para que se possa manter o equilíbrio entre os seres humanos”, analisa. “Como médico psiquiatra, o que observei é que o que funciona é a associação entre: abordagem biológica, farmacológica, psicológica e espiritual, sendo que todas elas se complementam. Em nenhum momento se excluem”.

1. Definição da Prática de Cura
A palavra Johrei é de origem japonesa, composta por JOH, que significa purificar e REI que significa espírito ou corpo espiritual. Considerado um “sagrado ato de purificação”, o Johrei é difundido pela Igreja Messiânica em todo o mundo, sendo ministrado gratuitamente não só nas sedes dessa Igreja como em centros específicos, chamados de “centros de Johrei”.

O Johrei é realizado por imposição de mão, mas sem contato físico. As sessões duram aproximadamente 15 minutos: primeiro o Johrei é dirigido à parte frontal da pessoa, depois às costas e novamente à frente. Inicia-se e se encerra com uma breve oração silenciosa em que se invoca a Mokiti Okada, o fundador da Igreja Messiânica, que atua como mediador entre Deus e o ministrante do Johrei. Não há nenhuma relação explícita estabelecida por essa Igreja entre os benefícios do Johrei e a fé da cada pessoa. O Johrei pode, inclusive, ser ministrado à distância e sem que o receptor tenha consciência disto. Para exercer o Johrei, a pessoa precisa ser qualificada para tanto pela Igreja Messiânica, sendo portadora do Ohikari, medalha presa ao pescoço do fiel e que é o “ponto focal da energia espiritual”. Segundo Mokiti Okada, o Johrei tem objetivos que vão além da cura e da saúde e se relacionam com a promoção da felicidade humana: Aparentemente a finalidade do Johrei é a cura das doenças. Mas, na verdade, o seu objetivo é muito mais amplo. Em síntese, Johrei é uma maneira de criar felicidade. Em termos simples, o Johrei cura as enfermidades porque dissipa a sua causa, que são as nuvens espirituais. Mas ao purificar o corpo espiritual de suas nuvens, o Johrei elimina, simultaneamente, todos os sofrimentos do ser humano. (…) Este é o princípio da felicidade.

2. História da Prática
O Johrei foi revelado a Mokiti Okada (também conhecido como Meishu-Sama, Senhor da Luz) que fundou a Igreja Messiânica no Japão em 1935. A igreja foi introduzida no Brasil em 1955 e atualmente conta com mais de 3 milhões de seguidores. Mokiti Okada foi doente de tuberculose e padeceu muito de sua enfermidade com o tratamento a que foi submetido. Segundo seu relato, um dia resolveu mudar radicalmente de vida, abandonou os medicamentos (que julgava ser uma das “toxinas” que ajudava a manter sua enfermidade) e adotou uma dieta vegetariana por vários anos. Ele relata que encontrou em si um imenso potencial de cura na forma de uma “bola de luz” que existia em seu abdome e que o ligava ao Sol, como manifestação de Deus. O Johrei foi colocado por Mokiti Okada como o eixo da religião que fundou. Okada dedicou-se a estudos variados que incluem a medicina, a educação e a economia. Foi um ardoroso defensor da agricultura natural, livre de agrotóxicos, e o desenvolvimento social integrado, com o objetivo de preservar o meio ambiente, promover a saúde dos produtores e dos consumidores, e proporcionar à população alimentos puros e saborosos. Entendia que saúde, beleza, prosperidade e, de um modo geral, felicidade, eram coisas que andavam juntas. De acordo com esse ideal de beleza como parte do conceito de felicidade, a Igreja Messiânica dedica-se também à promoção de práticas artísticas tradicionais do Japão, entre ela, a arte milenar do Ikebana (arranjos florais).

3. Como Acontece a Cura
O Johrei atua eliminando dois tipos de impureza: as máculas ou nuvens do espírito (que são espécie de condensação ou resquícios dos pecados humanos) e as toxinas do corpo que são resultado de uma alimentação inadequada e dos vários hábitos nocivos de vida. O Johrei é uma força ou luz que queima e purifica. Mokiti Okada entendia que o Johrei manifesta a luz divina (espírito do fogo) que purifica tanto o espírito quanto o corpo, aportando a todos paz, saúde e prosperidade. Dizia que o Johrei provém das manchas solares, sendo o Sol o Corpo Material de Deus.

4. Conceitos de Cura, Saúde e Doença
A cura acontece como uma purificação do espírito que ao mesmo tempo purifica o corpo e restabelece o equilíbrio interno das pessoas. As enfermidades são resultantes de impurezas e desequilíbrios internos e dão lugar a um processo natural de purificação. Podem ser geradas por máculas no espírito que são condensações de maus pensamentos e dos pecados. As enfermidades podem surgir também devido a comida em excesso e aos medicamentos, e devido aos maus hábitos de vida herdados das gerações passadas. Entende-se assim que a saúde é tanto um estado de pureza espiritual e corporal como um estado de equilíbrio entre suas partes. De acordo com a doutrina de Okada, tanto a doença quanto os remédios comuns são causas de infelicidade. Por isto, eliminar as doenças com o Johrei implica em criar felicidade. Outras duas causas importantes de infelicidade são a pobreza e os conflitos. Assim como a doença, a pobreza e os conflitos são processos de purificação que envolvem sempre maior ou menor sofrimento.

5. Papel do Curador e do Curando no Processo
O curador atua como um canal da luz divina sobre o qual não tem completo controle: depende de Deus que o emite e de um mediador que é o Mestre da Luz. É dito que o Johrei não é um benefício restrito aos fiéis da Igreja Messiânica. Tanto é assim que as casas de Johrei existem por todos os lugares e ao ser submetida a essa prática a pessoa não estabelece qualquer tipo de ligação com a Igreja. No entanto, só podem praticá-lo as pessoas autorizadas por esta Igreja. A fé do curador é requerida para que se abra esse canal: o Johrei inicia-se e termina com uma rápida prece. Mas a fé do curando não é pressuposta, já que as pessoas de qualquer religião (ou mesmo os sem religião) podem dele se beneficiar. Contudo, afirma-se que sem a permissão de Deus o Johrei não pode ser transmitido ou que há pessoas que não conseguem chegar até onde os lugares onde o Johrei é dispensado. Na concepção divulgada pela Igreja Messiânica, o papel do curando não é passivo e não se limita ao momento de dispensação do Johrei. Na verdade, pressupõe-se que o Johrei seja continuamente reforçado por ações de responsabilidade pessoal: atitudes mais positivas diante da vida, o pensamento elevado em Deus, e a adoção de bons hábitos tais como os de alimentação com base em alimentos naturais, livres de toxinas. O culto ao belo e o aprimoramento dos pendores artísticos de cada um são igualmente vistos como fatores que contribuem para o desenvolvimento da saúde, entendida numa dimensão maior que envolve a felicidade.

6.Dimensão Coletiva da Prática
O Johrei está disponível para todas as pessoas interessadas e não só para os seguidores da Igreja Messiânica. Centros de dispensação do Johrei têm sido criados em muitas cidades do Brasil, e o trabalho é feito gratuitamente para todos que recorrem a esses centros. Este é um aspecto positivo no que se refere ao acesso pela população a essa prática. O aspecto restritivo do acesso decorre do fato de que a dispensação do Johrei está autorizada unicamente aos fiéis da Igreja Messiânica, devidamente preparados e distinguidos pela medalha Ohikari. O Johrei pode ser usado para uma audiência ampla, como acontece nos cultos da Igreja Messiânica em que o ministro transmite o Johrei a todos os presentes.

7. Dimensão Existencial da Prática
O culto do belo (realizações artísticas como a Ikebana) e o incentivo à agricultura natural (produção e consumo de alimentos saudáveis, isentos de agrotóxicos), promovidos pela Igreja Messiânica, podem ser vistos como elementos integrantes de um estilo existencial e ecológico em que a saúde não se realiza isoladamente numa prática específica, mas se mescla com outras práticas e vivências, que desenvolve os dons artísticos e espirituais de cada pessoa e em respeito a regras de convívio social ecologicamente sustentável.

 

Fonte: postado por Jcnavegazen (autor desconhecido)

 

Portal Reiki Master Cristina Quadros

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